quinta-feira, 26 de abril de 2007

Equipe da Record é agredida e presa no Pará

O cerceamento à liberdade de imprensa mais uma vez foi notícia. Na manhã desta quarta-feira, 25, o policial federal, identificado como Alessandro Dantas de Oliveira, agrediu e deu voz de prisão à equipe da TV Record em Belém, formada pelos jornalistas Edílson Matos, repórter-cinematográfico, e Célia Pinho, repórter, além do motorista Marcelo Silva.

O policial é acusado de ter assassinado um assaltante, na manhã da terça-feira, 24, em frente ao colégio Grão Pará, no bairro do Marco, na capital paraense, onde a equipe repercutia o caso quando foi presa e teve seu equipamento de reportagem danificado.

Em nota oficial (leia abaixo), a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas do Pará (Sinjor-PA) repudiaram a atitude do policial, a qualificando como abuso de poder e como um atentado à liberdade de imprensa. As entidades também condenaram o tratamento desrespeitoso dado aos profissionais, que foram algemados e detidos na sede da Polícia Federal, na capital paraense. O caso foi acompanhado de perto por diretores do Sinjor-PA.

A presidente do Sinjor-PA, Carmen Silva, informa também que o presidente da Fenaj, Sérgio Murilo, entrou em contato com o delegado geral da Polícia Federal, Paulo Lacerda, para pedir esclarecimentos sobre o fato e solicitar providências. Da mesma forma, a Fenaj também está entrando em contato com o ministro Tarso Genro para denunciar o caso.


Nota de repúdio Fenaj e Sinjor-PA

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas do Pará (Sinjor-PA) repudiam a atitude do policial federal, identificado pelas iniciais A.D.O., acusado de assassinato, que agiu de forma truculenta contra a equipe da TV Record em Belém, formada pelos jornalistas Edílson Matos, repórter-cinematográfico, e Célia Pinho, repórter, além do motorista Marcelo Silva.

Em ato que se configura abuso de poder, o policial, que não estava em serviço, partiu para cima dos jornalistas, danificando o equipamento de reportagem, dando voz de prisão à equipe quando esta, em frente à escola Grão Pará, no bairro do Marco em Belém (PA), palco do assassinato, repercutia na manhã de hoje (25/04) a matéria sobre o crime, ocorrido ontem (24/04).

As entidades condenam o tratamento extremamente desrespeitoso dado aos profissionais que por várias vezes foram algemados e permaneceram detidos na sede da Polícia Federal, na capital paraense. O caso está sendo acompanhado de perto pela diretoria do Sinjor-PA como um dos graves exemplos de atentado ao livre exercício do jornalismo e, juntamente com a Fenaj, o sindicato está denunciando o caso aos órgãos competentes. Fenaj e Sinjor-PA se solidarizam com os profissionais agredidos e mais uma vez manifestam sua defesa veemente à liberdade de imprensa.

Brasília e Belém, 25 de abril de 2007

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